Mostrando postagens com marcador Lore. Mostrar todas as postagens
Lore - A Guerra dos 50 Anos - Parte 3 [FINAL]
By : Bruno Felix Amaral
Apesar do laço matrimonial entre o Rei Omdolia, de Ivalice, e a agora Rainha Ruvelia, uma rozzariana, a nação de Rozzaria não toma partido durante a guerra e se recusa a atacar diretamente Ordalia, enviando tropas aliadas apenas para auxiliar os exércitos de Ivalice a expulsarem os invasores de suas terras. Ainda assim, a nação de Ordalia sofre um grande baque devido a má administração de seu governo, e recua.
Entretanto, o reino de Ivalice não consegue pressionar Ordalia o bastante para terminar de vez a guerra. O Rei Omdolia é muito jovem e pouco determinado, e somando-se a esses fatores sua saúde frágil, o tornam um governante fraco, principalmente nesses tempos de crise. Graças a esse motivo, sua esposa Ruvelia assume as rédeas do poder, instituindo um novo conselho de nobres, representando as províncias ivalicianas. Apesar de pouco experiente militarmente, ela se mostra uma excelente manipuladora, conseguindo com que todos os nomes indicados sejam completamente submissos.
Enquanto isso, o Rei Lanard, de Ordalia, tenta convocar novamente a ajuda da nação de Romanda, mas devido a uma revolução recente, iniciada após a erradicação da peste negra, um novo governo havia sido instituído, que nega qualquer participação na guerra. Sem contar com o auxílio de outras nações, Ordalia se fecha e retira suas tropas de Zelamonia, mas se nega a declarar rendição. A guerra continua.
É nessa época que a Rainha Ruvelia começa a incentivar a criação de novas ordens de cavalaria, para dar suporte aos exércitos da Ordem da Estrela do Norte e do Sul; dessa forma, surgem novos grupos militares como os Cavaleiros da Morte, a Ordem da Estrela do Leste, além de grupos paramilitares como a Companhia Dourada, dentre outros. A principal característica desses grupos é de que a maior parte de seus líderes e membros é formada de estrangeiros ou plebeus.
Grandes nomes de destaque surgem em Ivalice nessa época: o nobre Balbanes Bewolf, novo líder da Ordem da Estrela do Norte, chamado de o Cavaleiro Celestial; o lendário mestre espadachim Cidolfas Orlandu, chamado de Deus do Trovão e sagrado líder da Ordem da Estrela do Sul; Galbatorix Gafgarion, líder da Ordem da Estrela do leste, conhecido como o temível Cavaleiro Negro; Sor Gustav Margriff, o Impiedoso, também chamado de Coração de Pedra; o estrangeiro Wiegraf Folles, o valente Cavaleiro da Morte, também chamado de Destruidor de Brasões, dentre muitos outros.
Após muitos anos de conflitos menores e escaramuças nos dois lados, ocorre uma nova reviravolta, logo após a reconquista de Zelamonia por parte de Ordalia. Devido ao estado frágil da saúde do Rei Omdolia, Ordalia tenta forçar um tratado de paz mútua, mas exige muitas concessões, o que acaba sendo negado pela côrte. Em um ato de desespero dos ordalianos, o Rei Lanard ordena que a província de Zeltennia seja ocupada à força, para só então declarar a rendição. No entanto, devido à uma estratégia brilhante e uma combinação de forças dos exércitos de Balbanes e Orlandu, Ivalice consegue rechaçar mais uma vez os inimigos, que sofrem muitas perdas. Com a completa expulsão de Ordalia de Zeltennia e Zelamonia, os ordalianos ficam fracos demais e o conselho de nobres decide declarar a rendição.
Os reis Omdolia e Lanard se encontram no território livre de Zelamonia, onde tudo começou, e lá assinam o tratado de paz que ficaria conhecido como Tratado de Zelamonia. Após aproximadamente cinquenta anos, a guerra finalmente terminara, mas não sem deixar grandes sequelas em ambos os lados...
Tag :
Lore,
Lore - A Guerra dos 50 Anos - Parte 2
By : Bruno Felix Amaral
Após uma violenta batalha e posterior saque, as tropas de Ivalice marcham pelas ruas de Bura, tomando a capital. O Rei Valowa é capturado, mas boa parte de sua côrte consegue fugir. Denarius II, o então Rei de Ivalice, sentencia o rival à morte e o executa em praça pública. Para piorar a situação, apenas uma pequena resistência da nobreza se opõe contra a ocupação das cidades ordalianas, dificultando uma reação à altura.
Quando a derrota de Ordalia parecia certa, ocorre uma reviravolta provocada pela entrada da Romanda na guerra - uma nação militar separada de Ivalice pelo Canal de Larner. O motivo da invasão se deve ao fato do matrimônio entre a filha do governante de Romanda, o Rei Lucian VI, com o falecido Rei Valowa, de Ordalia. A princesa Lucrécia havia sido capturada durante o saque, e tudo indicava que ela estava grávida de Valowa - apesar de rumores apontarem que a pobre garota havia sido estuprada pela plebe durante o saque.
Aproveitando-se da fraqueza do exército de Ivalice em seu próprio território, as tropas de Romanda atacam pelo mar e conquistam a região de Fohovan. Começa então uma campanha de retorno das tropas ivalicianas, o que permite que as forças ordalianas se reestruturem. Liderados por um novo conselho de nobres, as tropas ordalianas retomam a capital dois anos depois da entrada de Romanda na guerra, assassinando o General Siegfrid no processo. Entretanto, o Rei Denarius II mantém a princesa Lucrécia e seu filho como trunfo, planejando utilizá-la em uma possível futura negociação de paz com Romanda.
Mais uma reviravolta acontece quando um surto de peste negra atinge o exército de Romanda, que se retira da guerra após treze anos de conflito. O Rei Lucian VI acaba morto, e o seu sucessor, o Rei Aeron, chamado de O Pacificador, se rende oficialmente à Ivalice. A princesa Lucrécia é libertada, mas seu filho é mantido em Ivalice, pois poderia ser coroado rei pelos ordalianos. O conselho de nobres de Ordalia incita mais uma batalha, dessa vez na região de Zeltennia, e nessa batalha, as tropas ivalicianas são completamente rechaçadas.
Após esse fato, o Rei Denarius II é envenenado pela côrte, que devolve o príncipe ordaliano e assina um tratado de rendição. A côrte tenta tomar o controle de Ivalice, mas é impedida pelas casas nobres ainda leais à coroa, que salvam o príncipe Omdolia, filho do Rei Denarius II, e prendem os conspiradores. Ordalia recupera o príncipe Lanard, dito filho de Valowa, e o coroa Rei, mas na verdade, não passando de uma marionete nas mãos dos nobres locais.
O líder da família Bewolf é nomeado regente até que Omdolia atinja a maioridade, e ele passa a arquitetar uma aliança secreta com a nação de Rozzaria, a leste de Ordalia. Ele promete o príncipe Omdolia à princesa de Rozzaria, Ruvelia, que já é uma adolescente. Isso dá um novo vigor às forças de Ivalice, permitindo que a guerra continue. Ao ser coroado Rei de Ivalice, Omdolia se casa com Ruvelia e neste mesmo ano, a nação de Ordalia começa a recuar em direção a Zelamonia. A sorte parecia estar sorrindo novamente para Ivalice.
Continua...
Tag :
Lore,
Lore - A Guerra dos 50 Anos - Parte 1
By : Bruno Felix Amaral
A invasão de Ordalia liderada pelo Rei Denarius I, governante de Ivalice, desencadeou um longo conflito de aproximadamente cinquenta anos entre as duas nações. Entretanto, a chamada Guerra dos 50 Anos teve sua primeira fagulha originada durante uma disputa territorial entre Ivalice e Ordalia, que fica situada na fronteira leste de Ivalice.
Recém recuperada de uma guerra civil e de uma misteriosa epidemia, a nação de Ordalia havia nomeado seu novo governante, o Rei Valowa, irmão do falecido Rei Diwanu. Apesar da má reputação do irmão, o Rei Valowa tinha um grande apelo popular, principalmente entre as camadas mais humildes do povo. Parte dessa aprovação veio após sua milagrosa recuperação da epidemia, quando rumores sobre um chamado divino despontaram entre os plebeus.
Aproveitando-se disso, a nobreza o induz a iniciar uma campanha militar para conquistar o território livre de Zelamonia, que estava sob a proteção do reino de Ivalice. A principal motivação para essa campanha era expandir a nação de Ordalia, e por tabela, aumentar as terras sob o controle da coroa e da nobreza, dizendo à população que era uma medida necessária para ampliar os estoques de comida e suprimentos.
Antes da guerra estourar, Ordalia conquista Zelamonia e anexa a região ao seu território. Parte da nobreza local foge para a fronteira oeste, onde naturalmente fazem um apelo à monarquia de Ivalice, solicitando ajuda para expulsar o exército ordaliano de suas terras. O atual governante de Ivalice, o Rei Denarius I, aceita o pedido de ajuda de Zelamonia e envia um mensageiro para a capital de Ordalia, a cidade de Bura, onde exige que o Rei Valowa retire suas tropas de Zelamonia de forma pacífica e devolva todos os nobres tomados como reféns.
O Rei Valowa nega o pedido e ordena que a cabeça do mensageiro seja fincada na fronteira entre Zelamonia e Ivalice, em uma provocação direta à nação vizinha. Esse fato faz o Rei Denarius I declarar guerra contra Ordalia. A Igreja de Gablados tenta intervir entre os dois lados, argumentando em favor da paz, mas não consegue dissuadir as duas nações, que marcham para uma guerra aberta.
As tropas de Ivalice, lideradas pessoalmente pelo Rei Denarius I, rechaçam facilmente parte das hostes ordalianas no território de Zelamonia, e tomam alguns sobreviventes como reféns. Não satisfeito, o Rei Valowa envia reforços e várias batalhas sangrentas são travadas até a completa derrota de Ordalia em Zelamonia - devido às condições adversas do terreno, pouco conhecido pelos ordalianos. Entretanto, durante uma batalha difícil nas proximidades da fronteira com Ordalia, o Rei Denarius I acaba sendo ferido gravemente e adoece.
Aproveitando-se do estado de saúde do Rei de Ivalice, Valowa tenta atrair as hostes de Ivalice para o território de Ordalia, onde teria maior vantagem. Movidos por um senso de vingança, os ivalicianos marcham em direção à armadilha e acabam sendo derrotados. As hostes de Ivalice em Zelamonia são obrigadas a recuar, e o Rei Denarius I não resiste aos ferimentos e morre, sendo sucedido pelo seu primogênito, Denarius II.
Orientado pelo General Siegfrid, o Rei Denarius II inicia uma campanha de ocupação em Zelamonia e lentamente fortalece suas hostes, se preparando para um ataque massivo contra Ordalia. Por sua vez, Valowa decide concentrar suas tropas na capital e envia os pelotões de infantaria para construir trincheiras entre a fronteira de Zelamonia e a cidade de Bura. Esses eventos duram pouco mais de dois anos e meio, enquanto os exércitos se preparam para um confronto direto. Nesse período, ocorrem algumas escaramuças entre os dois lados, mas nenhuma grande batalha.
Chega então o momento esperado, e o gigantesco exército de Ivalice marcha em direção à Ordalia. Usando o exército de Zelamonia como linha de frente, o General Siegfrid abre caminho no terreno inimigo, que é bastante familiar aos seus compatriotas. Devido ao maior número e um grande estoque de suprimentos, as hostes ivalicianas conseguem lentamente sobrepujar os ordalianos em seu próprio território, mas perdem muitos soldados no processo. Com a chegada do outono, o exército de Ivalice chega aos muros de Bura e finalmente cerca a cidade.
Inicia-se então um cerco que duraria apenas alguns meses até o exército de Ordalia decidir marchar para um confronto direto, graças a impaciência do Rei Valowa - ao mesmo tempo em que o Rei Denarius II decidia tomar a cidade sob assalto com a chegada da primavera. Começaria a grande batalha que ficaria conhecida como "A Batalha da Primavera Vermelha", uma das mais sangrentas dessa guerra.
Continua...
Tag :
Lore,

